O vereador Weber Tiago Pires foi preso em flagrante no sábado (7), em Inhumas, suspeito de manter a esposa em cárcere privado e ameaçá-la.
O parlamentar havia assumido o cargo na quarta-feira (4). Segundo o boletim, a mulher conseguiu fugir com os filhos após ser trancada em um quarto.
A defesa do vereador negou as acusações de agressão. O advogado afirmou que a porta foi trancada apenas para conversar reservadamente sobre questões pessoais.
Weber foi localizado por policiais militares perto da residência portando celulares da esposa e do filho. Ele foi levado à Central de Flagrantes.
A Justiça concedeu medidas protetivas urgentes à vítima. O vereador está proibido de se aproximar dela e deve se afastar imediatamente do lar.
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O vereador Weber Tiago Pires, de 43 anos, conhecido como Weber Enxovais, foi preso em flagrante no sábado (7), em Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia, suspeito de manter a esposa em cárcere privado e ameaçá-la de morte. Segundo a Polícia Militar, a mulher conseguiu fugir da residência com os filhos, mas teria sido perseguida pelo marido na rua.
O parlamentar havia assumido uma cadeira na Câmara Municipal de Inhumas na quarta-feira (4), três dias antes da prisão.
Ao g1, o advogado Franklin Gomes, responsável pela defesa de Weber, negou as acusações e afirmou que o vereador não praticou violência física ou psicológica contra a esposa. Segundo ele, o casal estava no quarto para conversar sobre questões pessoais, e a porta teria sido trancada para impedir que os filhos acompanhassem a discussão.
O g1 não conseguiu localizar a defesa da esposa de Weber até a última atualização desta reportagem.
O g1 procurou a Câmara Municipal de Inhumas para solicitar um posicionamento sobre a prisão, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.
De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher relatou que foi trancada em um dos quartos da casa durante uma discussão com o marido, que também teria feito ofensas e ameaças de morte. Após conseguir escapar, ela correu pela rua pedindo socorro e buscou abrigo na casa da mãe. Uma testemunha presenciou a situação e acionou a Polícia Militar.
A Justiça concedeu medidas protetivas de urgência à mulher, incluindo a proibição de aproximação e contato por parte do vereador.
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Fuga e pedido de socorro
Segundo o registro policial, a discussão começou após Weber atender a uma ligação no celular da esposa. Conforme o relato da mulher, o vereador passou a ofendê-la e ameaçou matá-la. Durante o desentendimento, ele também teria trancado a esposa em um quarto, impedindo que ela saísse.
A vítima contou à polícia que conseguiu escapar da residência com os filhos. Entretanto, o vereador teria ficado com o celular dela e o de um dos filhos e passado a perseguir a família pela rua.
Enquanto corria e pedia ajuda, a mulher foi vista por uma testemunha, que procurou o quartel da Polícia Militar para relatar o ocorrido. Os policiais encontraram a vítima na casa da mãe dela, onde havia buscado abrigo.
Weber foi localizado nas proximidades da residência, com os dois aparelhos celulares, segundo o boletim de ocorrência. Ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para avaliação médica, devido a limitações físicas decorrentes de uma cirurgia anterior na perna direita.
Em seguida, o vereador foi levado à Central Geral de Flagrantes de Trindade, onde a prisão em flagrante foi formalizada. A ocorrência foi registrada com suspeitas de cárcere privado, injúria e violência psicológica contra a mulher.
Defesa nega acusações
O advogado Franklin Gomes afirmou que Weber não praticou violência contra a esposa e contestou a acusação de que ela teria sido impedida de sair do quarto.
“Ele não agiu de forma violenta com ela, nem física e nem psicologicamente”, declarou.
Segundo Franklin, o casal tinha o hábito de conversar a portas fechadas para evitar que os filhos acompanhassem assuntos particulares. A defesa afirmou que a porta foi trancada durante uma conversa, mas negou que o vereador tivesse a intenção de restringir a liberdade da esposa.
O advogado também destacou que as circunstâncias do episódio ainda serão apuradas durante a investigação e que outras pessoas deverão ser ouvidas.
Franklin afirmou que Weber é pai de dois filhos e não possui antecedentes criminais. Segundo ele, o vereador deve passar por audiência de custódia neste domingo (8), e a defesa espera que ele seja colocado em liberdade para responder à investigação.
Justiça concede medidas protetivas
A Justiça de Goiás concedeu medidas protetivas de urgência à esposa do vereador após analisar os relatos e documentos apresentados pela polícia. Na decisão, o juiz Ageu de Alencar Miranda considerou que havia indícios de violência doméstica e risco à integridade física da mulher.
Com a determinação, Weber está proibido de se aproximar da esposa, dos familiares e das testemunhas a menos de 500 metros. Ele também não pode manter contato com essas pessoas por telefone, mensagens ou redes sociais.
A decisão estabelece ainda o afastamento imediato do vereador da residência do casal. As medidas têm validade por tempo indeterminado e poderão ser revistas pela Justiça. A concessão das medidas protetivas não representa uma condenação criminal. O caso segue sob investigação.
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