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Milhares de brasileiros que vivem no Paraguai enfrentam as consequências do fim das atividades do Ueno Bank

06/11/2026

Milhares de brasileiros que vivem no Paraguai enfrentam as consequências do fim das atividades do Ueno Bank

Milhares de brasileiros que vivem no Paraguai também enfrentam as consequências do fim das atividades do Ueno Bank.

O Vinicius Eduardo Nunes saiu do interior de São Paulo para estudar Medicina em Cidade do Leste, no Paraguai. Ele abriu uma conta no Ueno Bank para pagar as mensalidades da faculdade. Com o dinheiro retido no banco, está com medo de atrasar o pagamento:

“A gente fica meio desamparado, pensando: o que a gente vai fazer? Porque uma semana para pagar e tem que tirar dinheiro de algum outro lugar. Então, é bem difícil”, diz.

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O Banco Central do Paraguai anunciou na quinta-feira (5) que fará devolução do dinheiro dos clientes em etapas. Ao todo, vão ser transferidos 16 trilhões de guaranis - cerca de R$ 14 milhões. Nesta primeira etapa, 722 mil correntistas, que tinham até 10 milhões de guaranis - equivalentes a R$ 8,8 mil - devem receber o dinheiro de volta. O valor máximo da cobertura do Fundo de Garantia de Depósitos do Paraguai é limitada por cliente a 228 milhões de guaranis - cerca de R$ 203 mil. Os depósitos vão ser feitos em contas de outros bancos. O metalúrgico Blas Marcos Martinez é de Pedro Juan Caballero e disse estar confuso:

“Vai dar mais ou menos uns R$ 1,2 mil que eu tinha. A Câmara de senadores falou que vai começar a pagar. Mas não estou entendendo, disse que vão pagar em outro tipo de aplicativo, que vai ser em outro banco, que vão te informar. Mas não sabemos se é verdade. Vamos ficar aguardando".

A Vanessa Monteiro é estudante de Medicina e vive em Cidade do Leste. Nesta sexta-feira (6) à tarde, ela procurou um caixa eletrônico para tentar sacar o dinheiro que tinha em conta:

“Não deu nem de entrar, que estava lacrado já, com esse papel aí na frente do banco, estava lacrado, não deu para entrar”, conta.

Os brasileiros foram os estrangeiros que mais pediram residência no Paraguai em 2026. Atualmente, são 270 mil vivendo por lá. Quem se mudou para empreender no país também está apreensivo. O médico Thayki Morais tem uma clínica de estética e está com as contas bloqueadas.

“Muitos pacientes estão remarcando, ou muitos pacientes estão segurando a forma de pagar os procedimentos, porque as contas estão congeladas. Então, isso atingiu tanto a clínica como os próprios pacientes”, afirma.

O motorista Alberto Garay transporta estudantes entre Foz do Iguaçu e Cidade do Leste. Só não está sem dinheiro porque muitos clientes estão pagando em espécie:

"Graças a Deus, eu tinha um pouco em espécie. Aí não apertou muito. Mas estamos esperando que volte para todo mundo".

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