Mortal e imortal. Mortal porque, em três finalizações nos dois jogos contra o Atlético-MG, balançou a rede três vezes. Imortal porque, em um ano marcado por equívocos e pela briga contra o rebaixamento, o Grêmio conseguiu chegar a uma final de Copa do Brasil, de forma invicta. Nada está ganho, mas se permitir sonhar com vaga na Libertadores, permanência na Séria A e, quem sabe, título, já é uma vitória para quem vive à beira do precipício em 2026.
Quando Renato Portaluppi desembarcou em Porto Alegre em 17 de setembro, pouco ou nada se falava na Copa do Brasil. O técnico encontrou um time desmobilizado, com medo da queda e sob descrédito absoluto com a torcida. Depois de 51 dias, o cenário de caos foi reorganizado pela confiança e, embora a situação do Brasileiro permaneça delicada, o torcedor gremista ganhou um time para acreditar.
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Com 2 a 0 de vantagem, o Grêmio se viu encurralado no início de jogo contra o Atlético-MG, neste domingo, na Arena MRV. Sofreu 15 finalizações na etapa inicial e, por sua vez, concluiu em quatro oportunidades. Uma delas, foi no gol. E o Grêmio, definitivamente, tem centroavante — e dos muito bons. Noriega cruzou na cabeça de Carlos Vinicius, que empatou a partida.
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Renato mexeu no intervalo e tirou Enamorado, amarelado, e Marlon, com dores, para as entradas de Dodi e Caio Paulista. E o time marcou melhor, não necessariamente pelas peças que entraram, mas pelo conjunto ajustado pelo treinador, principal responsável pela classificação.
O Atlético-MG acertou a goleira cinco vezes no primeiro tempo. No segundo, três, em total de oito finalizações na meta. Ou seja, teve menos chances na metade final da partida, quando precisou buscar o placar de forma desesperada. Nem mesmo Fred, considerado arma do Galo, apesar de descontado fisicamente, conseguiu transformar a produção do time quando ingressou na etapa final.
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Se é verdade que o Grêmio tem centroavante, também é um fato que o goleiro é um gigante. Weverton salvou a equipe em ao menos três bolas. Mas, para Weverton, ser gigante é natural. E o Grêmio agradece.
É prudente frisar de novo: nada está ganho, é óbvio. Mas na régua do próprio Grêmio, Renato já levou o time além da altura esperada. A final da Copa do Brasil e a esperança de permanência na Série A vão embalar os últimos dias de sono do torcedor, que ganhou o direito de sonhar em meio ao pesadelo de 2026.
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